Sempre temos algumas receitas favoritas. Uma que gostamos mais, que é mais fácil de fazer, que fica pronta mais rápido.
De tanto fazer a mesma receita às vezes acabamos por tê-la toda na memória.
Essa receita é assim.

É uma daquelas que a gente inventa baseado no que tem na geladeira. Quando fazemos de novo, mudamos algo, acrescentamos algo, até chegar naquele estágio onde você diz "Pronto! É assim que eu gosto!".

A primeira vez que eu fiz esse prato foi a mais de 30 anos e ele mudou bem pouco desde então. E eu nunca havia escrito essa receita!

Recentemente, vi em um site de receitas uma bem parecida com essa. Imagino que mais gente tem sobras similares na geladeira!

Não é difícil de fazer e o resultado é surpreendente!!

Então vamos lá!



Ingredientes:

1 filé bem limpo

4 pães dormidos

1 litro de leite

2 cenouras grandes (ou 3 médias)

4 cebolas grandes (ou 5 médias) - metade de uma delas é para o tempero da carne

Tempero para a carne (vinagre branco ou limão, sal, pimenta preta, pimenta vermelha, alho picadinho, rodelas finas de cebola)

4 colheres de sopa de azeite

Modo de Preparo

Primeiro de tudo, misture todos os ingredientes do tempero da carne (use metade de uma das cebolas para isso) e coloque o filé já limpo para marinar. Deixe-o marinando por cerca de meia hora, lembrando de virá-lo de vez em quando para o tempero pegar por todos os lados. (Você pode modificar o tempero de acordo com sua preferência. Tem gente que não gosta de vinagre ou de pimenta vermelha. Então adapte o tempero de acordo com seu gosto ou necessidade. Verifique o sabor e, estando bom, está tudo bem!)

Enquanto a carne marina (lembre de dar uma virada nela, de vez em quando, para o tempero pegar em todos os lados), descasque as cenouras e as cebolas. Corte-as em discos finos. Aqueça o azeite em uma panela grande e coloque as cebolas e cenouras fatiadas para fritar. Coloque uma pitada de sal e misture até ficarem douradas.
Quando essa mistura estiver dourada, empurre tudo para um lado de modo a poder ver o fundo da panela. Retire a carne do tempero e coloque-a nesse espaço, em contato com o fundo da panela.
Cubra com as cebolas e cenouras fritas e deixe fritar um pouco em fogo baixo e a panela tampada.

Enquanto a carne frita, coloque o litro de leite em uma panela em fogo médio. Parta os pães com  as mãos em pedacinhos pequenos e coloque-os dentro do leite. Lembre de ir virando o filé e cobrindo com a mistura de cebola e cenoura, para que todos os lados passem pela fritura. A cor deve ficar igual em todo o filé.
Não se preocupe com as cebolas e cenoura, elas vão mudar de forma e está tudo bem.

O leite vai ferver. Mexa com uma colher, até o pão dissolver. Vai ficar um leite grosso é meio pedaçudo. Tente dissolver os pedaços de pão, mas não tem problema se alguns nacos pequenos ficarem.

Quando o filé estiver igualmente frito de todos os lados, retire-o da panela e coloque-o em uma forma (tabuleiro ou refratária) que possa ir ao forno. Considere usar uma forma maior do que aquela que lhe pareça adequada. (Essa sugestão é importante!!)
Retire também uma colher da "cebola-cenoura" e coloque na mesma forma. Deixe todo o resto na panela.

Agora verifique se o pão está bem dissolvido no leite. Lembre-se que não precisa estar completamente dissolvido, nada de batedeira ou liquidificador. Se estiver com aparência de bem dissolvido, está bom.

Coloque agora a mistura de leite com pão na panela onde o filé foi frito, por cima das cebolas e cenouras que tiverem sobrado. Misture com uma colher de pau até unificar bem e ficar com uma coloração amarelada. Deixe ferver um pouco para ficar grosso.

Enquanto ferve, fatie o filé. As fatias devem ter aproximadamente um dedo de espessura, algo entre 1,5cm a 2cm.
Fatie sem tirar as fatias do lugar, mantendo o formato original do filé. Espalhe gentilmente a colher de cebola e cenoura que foi retirada da panela, sobre o filé, agora cortado em discos. 
Esse é o momento de pré-aquecer o forno. Coloque em 250º.

Quando o leite tiver se tornado um creme grosso, coloque porções generosas dele entre os discos de filé. Deve ter o suficiente entre um disco e outro para que eles não se toquem.
Quando tiver colocado o creme entre todos os discos, coloque o restante sobre o filé, de modo a cobrí-lo totalmente. (E é nessa hora que eu sempre penso que deveria ter usado uma forma maior...)

Agora, leve a forma ao forno, baixe a temperatura para 180º e deixe assar por uns 30 minutos.
Como os fornos variam muito, verifique de vez em quando se o creme de leite e pão está ficando sequinho. Quando criar uma casquinha de aparência seca já é hora de tirar. Não deixe torrar nem ficar mole, é só para criar uma casquinha e ficar firme. 

Sirva com arroz branco, batata palha e Coca-cola!! E, para quem gosta, pimenta calabresa!!



O Monte Cristo é um sanduiche rápido e altamente nutritivo, ideal para café da manhã, lanche da tarde ou mesmo jantar.

O Monte Cristo é derivado do sanduiche frances Croque Monsieur, criado em Paris em 1910.
A receita era simples: Fatias de presunto frito e queijo, dentro de pão de milho, coberto com queijo gratinado com sal e pimenta. O Croque Monsieur podia ser assado ou frito.

Como caiu no gosto popular, cada restaurante passou a fazer sua própria receita de Croque Monsieur. Alguns o faziam mergulhando as fatias de pão em ovos batidos e fritando-as em manteiga, de forma similar às torradas francesas. Geralmente usava-se os queijos Emmental ou Gruyère. Alguns restaurantes usavam o queijo Comté. Outros usavam o molho Béchamel.

Eventualmente, criou-se uma unificação de uma receita mais simples, que as pessoas podiam fazer em suas próprias casas. Essa receita passou a se chamar Monte Cristo.

A receita original francesa, diferente daquela que a Disneylândia levou para os Estados Unidos (Que, entre outras coisas, leva peito de peru, óleo de canola e geleia de mirtilo) é a seguinte:

Ingredientes (Para um sanduiche).

  • 2 fatias de pão comum, de trigo, macio
  • 1 ovo
  • 2 fatias de queijo emmental, edam ou muçarela
  • 1 fatia de presunto
  • Sal
  • Pimenta do Reino
  • Erva Doce
  • 1 colher de chá de mostarda
  • Meia colher de sopa de manteiga
  • Açúcar (A receita original pede açúcar de confeiteiro, mas usamos o que tínhamos, cristal, e ficou bem bom)

Modo de Preparo.

Bata o ovo em um prato fundo com um garfo. Acrescente uma pitada de sal, pimenta do reino e erva doce. Quando estiver bem unificado, molhe as fatias de pão no ovo, dos dois lados. Derreta a manteiga em uma frigideira e frite as fatias de pão embebidos no ovo, como se fosse uma torrada francesa.
Quando as fatias estiverem bem fritas de um dos lados, vire-as na frigideira, coloque a mostarda sobre uma das fatias, cubra com uma fatia de queijo, a fatia de presunto e outra fatia de queijo e coloque a outra torrada por cima.
Aperte uma fatia sobre a outra com uma colher e espere a fatia que está em contato com a frigideira fritar. Quando estiver frita, vire o sanduiche para fritar do outro lado. Enquanto frita, aperte mais um pouco com uma colher.
Quando os dois lados estiverem fritos por igual, coloque em um prato, polvilhe o açúcar por cima e está pronto para comer!

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Por que o correto é "Muçarela" e não Mussarela"?

A razão é a seguinte: "mozza”, em italiano, significa leite de búfala ou de vaca talhado. "Mozzarella" é a palavra em italiano que representa o diminutivo de “mozza”. Dessa palavra originou-se a palavra “mozarela”, em português. A diferença para a palavra em italiano é a ausência das consoantes duplicadas (“z” e “l”).

Para aproximar mais essa palavra da nossa grafia, recorreu-se a uma convenção já existente em nosso idioma. O "z", em diversos termos, é grafado com "c" ou "ç", como ocorre em casos como feliz–felicidade; capaz–capacidade. Assim, a opção de grafia de “mozarela” é escrever “muçarela” (com "ç" e não com dois "s").

Logo, apesar de muitas pessoas ficarem surpresas ao saberem que "muçarela" não se escreve com “ss”, essa grafia era válida antes mesmo do acordo ortográfico. Talvez a confusão possa ser causada por supermercados ou restaurantes que usam essa grafia, provavelmente por influência da forma italiana com os dois “z”, o que gera nas pessoas essa memória visual.


Têm dias em que não queremos muita conversa com a cozinha. E eu acredito que a omelete existe para momentos assim. Além de ser uma opção super versátil e prática, também pode ser muito saudável e favorecer uma dieta alimentar mais balanceada.



Nesta versão, eu experimentei fazer o recheio com legumes, e o resultado final ficou muito bom! Ou, como disse o Neto, muito melhor do que o esperado. Ele é fã de carne, por isso o ceticismo com um prato a base de ovos e legumes.

Como fazemos omelete em porção individual, a quantidade dos ingredientes varia de acordo com a preferência de quem a fizer. Como base para fazer duas omeletes, você precisará de:

1/2 cebola cortada em cubinhos pequenos
2 dentes de alho bem picadinhos
1 cenoura ralada
1/4 de alho-poró cortado em fatias bem finas
1/4 de pimentão vermelho cortado em fatias finas
1/4 de maçã cortada em cubinhos
2 colheres (sopa) de azeitonas pretas picadas (eu opto por comprar a opção descaroçada e fatiada)
1 tomate cortado em cubos (lembre-se de retirar a parte das sementes)
azeite
4 ovos
sal a gosto
pimenta do reino a gosto
outros temperos que gostar

Divida os ingredientes em duas partes, uma para cada omelete. Em uma frigideira antiaderente, coloque um fio de azeite, e refogue o alho e a cebola. Quando começar a dourar, acrescente a cenoura, o pimentão e o alho-poró e refogue por mais alguns minutos, mexendo de vez em quando.

Enquanto isso, bata os ovos e tempere a seu gosto com sal e pimenta do reino. Também gosto de acrescentar uma pimenta mais picante, como malagueta em pó. Reserve.

Acrescente aos ingredientes refogados a maçã, o tomate e a azeitona e misture bem, fritando levemente estes últimos ingredientes. A ideia é não demorar muito para que o tomate não solte água. Por fim, distribua o recheio na frigideira e derrame os ovos batidos de modo a cobrir todo o recheio. Frite bem dos dois lados - por isso a frigideira antiaderente ;).

Para quem gosta de queijo, salpique um pouco de queijo ralado (tipo muçarela ou outro que derreta) sobre um dos lados da omelete. Depois vire para que este lado frite um pouco e doure o queijo. Outra opção é colocar uma fatia de queijo por cima da omelete ao tirá-la do fogo. Eu também gosto de acrescentar orégano em um dos lados ou diretamente no recheio.

Para mim, esta é uma refeição completa, mas pode ser acompanhada também por uma salada. Bom apetite! 

Essa é uma sobremesa bem fácil de fazer, e fica muito bonita ao servir.

Você vai precisar de vários pacotes de gelatina, de todas as cores que conseguir encontrar. Normalmente eu compro 5 ou 6, para ficar bem colorido. Você encontra amarelo, alaranjado, vermelho, roxo, azul e verde. Algumas dessas cores tem variações, como o vermelho (entre morango e cereja), alaranjado (entre laranja e maracujá) e roxo (entre uva e amora). Compre os sabores que preferir, mas faça uma boa mistura de cores.

Então, o que você vai precisar: 


INGREDIENTES
  • 5 ou 6 (ou 7 ou 8…) pacotes de gelatina com sabor, cores variadas.
  • Um pacote de gelatina branca sem sabor. (Algumas marcas de gelatina sem sabor vem com dois pacotinhos juntos. Se encontrar dessas, use os dois pacotinhos)
  • Uma lata de leite condensado
  • Uma lata de creme de leite.
  • Várias vasilhas para colocar as gelatinas.
  • Uma vasilha grande para preparar a sobremesa. Se for de vidro fica ainda mais legal!
  • Bastante espaço na geladeira.

MODO DE PREPARO

A coisa toda é bem simples. Faça todas as gelatinas, menos a sem sabor. Essa vai ser usada mais tarde. Coloque cada uma delas em uma vasilha diferente.
Para a sobremesa ficar mais firme, as gelatinas devem ser feitas com um pouco menos de água do que é sugerido na caixinha. Normalmente, a instrução diz para dissolver em 250 ml de água fervente e depois acrescentar mais 250 ml de água fria. Use só 200 ml de água fervente e 200 ml de água fria. Isso vai fazer a gelatina ficar mais durinha
.

Dê preferência por usar vasilhas de fundo mais largo, para facilitar cortar os cubinhos.
Lembre de dissolver bastante a gelatina, até não ficar mais grãos boiando. Se não for bem dissolvida, a gelatina costuma criar uma camada dura no fundo da vasilha.
Quando todas as gelatinas estiverem nas vasilhas, coloque-as na geladeira para endurecer. Leva em média umas duas horas (Mas vai depender da geladeira, então tenha paciência. Se deixar passar a noite, na manhã seguinte estarão todas prontas, com certeza).


Ficaram prontas: Retire as vasilhas da geladeira, e com uma faca, corte as gelatinas em cubinhos. Eu uso uma faca fina de ponta, e faço vários riscos na horizontal e vertical. Quando estiverem cortadas, despeje os cubinhos em uma vasilha maior. Eu não tenho uma de vidro grande e funda, mas se você tiver, fica bem legal. Coloque todas as gelatinas já cortadas em cubinhos nessa vasilha.

(Eu moro em uma cidade muito quente, Palmas, no Tocantins. Se você também convive com muito calor, guarde os cubinhos já misturados novamente na geladeira, até preparar o creme branco. Se estiver muito quente, os cubinhos começarão a derreter.)

Para o creme branco, faça assim: Em uma vasilha, misture o leite condensado com o creme de leite. Bata bem, com uma colher, até ficar homogêneo. Prepare a gelatina sem sabor, conforme explicado na caixinha. Quando ela estiver BEM dissolvida, deixe esfriar um pouco.Coloque a gelatina sem sabor já dissolvida no creme feito com o leite condensado e o creme de leite. Misture bem, até ficar uniforme. Pegue de volta a vasilha com os cubinhos de gelatina e derrame o creme branco delicadamente sobre eles. 
Com uma colher, misture gentilmente os cubinhos dentro do creme branco. É importante que as cores fiquem bem misturadas e o creme branco bem espalhado. Devolva a vasilha para a geladeira, por mais umas duas horas. Quando estiver firme, estará pronto para servir. Fica muito bom com frutas cítricas, mas eu prefiro pura. Espero que gostem!




Essa receita eu aprendi com minha mãe.
Sempre achei que fosse uma receita de família, tinha até um certo orgulho disso.
Um dia, perguntei para minha mãe quem tinha inventado a receita. Esperava um daqueles casos longos, que envolvem a árvore genealógica da família.
Mas não, ela aprendeu a fazer, ainda solteira, no rótulo de uma lata de Leite Condensado...
Meio frustrante, mas o que vale é o sabor!
Achei uma propaganda antiga do Leite Moça, da época em que minha mãe aprendeu a fazer esse pudim!! 

(Não estou recebendo nada da Nestlé para colocar essa imagem aqui, minha intenção foi motivada por curiosidade e vontade de informar. Mas estou disponível para receber patrocínios, viu Nestlé??)

É uma receita bem simples, barata e rápida de fazer

Ingredientes
·        1/2 xícara de chá de açúcar
·        1 lata de leite condensado
·        2 medidas de leite (usar lata de leite condensado como medida)
·        3 pães (do tipo francês)
·        4 ovos
·        1 colher de chá de canela em pó.
·        1 vasilha de pudim, essas com um furo no meio, que possa ir ao forno a gás.
Para a cobertura, 1 xícara de açúcar.

(para memorizar, eu uso o padrão 1, 2, 3, 4. “1 lata, 2 leites, 3 pães, 4 ovos”...)

Modo de fazer
Vamos fazer a calda primeiro. Coloque a xícara de açúcar em uma panela larga e leve a fogo brando, mexendo lentamente, até derreter e ficar dourado. Quando não tiver mais pedacinhos de açúcar, acrescente meia xícara de água e mantenha em fogo baixo, até derreter novamente.
Assim que estiver líquido novamente, coloque na forma e deixe descansar.


Em um liquidificador, bata todos os ingredientes até não ter mais pedaços reconhecíveis do pão. Para facilitar, eu parto os pães em pequenos pedaços, mas quem tem liquidificador potente não precisa se preocupar com isso.
Quando estiver bem batido e homogêneo, despeje sobre a calda. Cubra com papel-alumínio e leve a forma ao forno médio (180º C), preaquecido, em banho-maria, por cerca de 2 horas.
Teste com uma faca para ver se já está bem firme.
Espere o pudim esfriar e leve à geladeira por cerca de 2 horas. Desenforme com cuidado e sirva gelado.

Serve de 6 a 8 pessoas.

(As fotos foram pegas na internet, porque eu me esqueci de fotografar...
Não achei os nomes dos donos das fotos, então se alguém souber e me passar, eu coloco os créditos. E se algum dono das fotos não as quiser aqui, me avise que eu removo!)


Algumas receitas de família são, às vezes, muito complicadas. As medidas sempre são uma dificuldade para mim, quando procuro uma receita nos livros antigos de minha família. E, talvez até por um reflexo da época em que vivemos, às vezes eu acho o preparo de algumas receitas muito demorado!
Essa aqui, entretanto, é bem simples. Tanto que usa a mesma massa para duas receitas diferentes.
A massa serve tanto para a Torta de Palmito (que é uma delícia e a única maneira que eu como palmito), quanto para essa aqui.
Nessa receita, o recheio é composto com sobra de carne moída.
Eu faço molho de cachorro quente com carne moída. Normalmente, no dia seguinte ao cachorro quente, tem torta!

Mas serve para qualquer tipo de carne moída que se tenha, basta colocar um pouco de massa de tomate, para ficar vermelho e manter a carne soltinha.
Vamos lá!

Ingredientes
Massa 
2 tabletes de fermento biológico (ou duas colheres de sopa de fermento em pó químico - aquele para bolo) 
1 ovo 
1 colher de sopa manteiga 
1 colher de sopa de sal (rasa) 
uma pitada de açúcar 
1 xícara de chá de leite 
2 1/2 xícaras de farinha de trigo 
Queijo parmesão ralado (ou qualquer outro queijo)


Recheio 
2 xícaras de carne moída no molho de tomate (ou sobras de carne moída, com o molho de tomate)
pimenta 
sal 


Modo de preparo 
Para o recheio, a coisa é simples. Esquente a carne moída que já tem, ou faça uma nova, fresquinha. Tempere como quiser, mas se for usar o queijo parmesão, coloque pouco sal, porque o parmesão é salgado.

Deixe ferver um pouco, acrescente (pouco) sal e pimenta, se achar necessário. 
Desligue e deixe esfriar.


Enquanto esfria, vamos fazer a massa.
Coloque 
o fermento, o sal e o açúcar em uma vasilha plástica ou de vidro (metal não!). Misture bem até que fiquem unificados.




Acrescente a xícara de leiteO leite deve estar em temperatura ambiente ou ligeiramente morno. Misture bem até que tudo esteja dissolvido no leite.




Acrescente a manteiga e o ovo e misture bem. 




Coloque as duas xícaras e meia de farinha, lentamente, enquanto mistura.
A massa não deve ficar muito líquida, como massa de bolo, nem muito sólida, como massa de pão.





Quando estiver bem batida, espalhe em uma forma untada e espere uns 20 minutos.
Ela vai crescer um pouco.





Quando a massa tiver crescido e o recheio esfriado, coloque o recheio sobre massa. 
Cubra com uma camada de queijo parmesão ralado. Na falta de parmesão, cubra com qualquer queijo que tiver, mas com o parmesão fica mais legal! (A minha tem uns pedaços de salsicha porque, como eu disse, era uma sobra de molho de cachorro quente!)





Leve ao forno em 180 graus, por 50 minutos.


Para saber se a massa está bem assada, tire um pedacinho de um canto com uma colher. Como o recheio é molhadinho, espetar um palito não resolve!
Se o pedaço que vier na colher estiver bem assado, com aparência de bolo ou pão, pode retirar do forno.

Ao tirar do forno, espere esfriar por uns 20 minutos e corte em pequenos cubos.


Custo aproximado: R$ 20,00 
Tempo de preparo: 1 hora e 10 minutos 
Rendimento: 6 a 8 pessoas 


A receita original não tem muitos detalhes, mas descobri que você pode colocar presunto, linguiça, salsicha, qualquer outro tipo de carne, desde que esteja bem picadinha.
Eu, particularmente, gosto de colocar pimenta calabresa.
 
É uma receita simples, que fica muito gostosa, e é ótima para ser servida a visitas, em pequenas recepções em casa.

Então aparece um vídeo no Facebook e pronto, você está com fome!
E essa não era uma fome qualquer. Era de um vídeo com um abacaxi recheado com franco e enrolado em bacon!!


Fui procurar a receita e ela é, originalmente, indiana.

Aí, começou a complicar. Ela pede um tempero chamado “Masala”, na verdade, o “Garam Masala”.

Masala é o nome que se dá a uma mistura de temperos, e existem diversos “masalas”, com vários componentes.
Achei uma boa receita, mas tive que adaptar. Então, fizemos um “Netham Masala”, ou o “Masala do Neto e da Thâmara”.

A receita que achei, já adaptada, é essa:

1 colher (sopa) de cominho em pó
1 1/2 colher (chá) de coentro em pó
1 1/2 colher (chá) de gengibre em pó
1 1/2 colher (chá) de pimenta-do-reino moída
1 colher (chá) de canela em pó
1/2 colher (chá) de cravo-da-índia em pó
1/2 colher (chá) de noz-moscada em pó
1/2 colher (chá) de pimenta calabresa em flocos
1 colher (chá) de sal

Eu não tinha gengibre em pó, então eu torrei o que eu tinha na frigideira e depois coloquei tudo em um pilão e pilei até a maior parte ter virado pó. Usei só a parte em pó mesmo para temperar.

(Talvez esse trabalho todo não seja necessário; pode-se simplesmente temperar com tempero completo, por exemplo. Eu queria o sabor mais próximo possível do sabor da receita original, mas tiver que fazer adaptações, então acho que colocar o tempero de sua preferência vai apenas personalizar a receita, não estragar.)

Enfim...


Ingredientes
1/2 quilo de peito de frango, sem pele e sem ossos, cortado em tiras
Masala ou o tempero de sua preferência
2 abacaxis não muito grandes
6 fatias de bacon (cobrem um abacaxi)
4 fatias de presunto (cobrem um abacaxi)
Molho barbecue
Palitos de dente



Modo de fazer
Temperei todas as tiras de peito de frango com a “Netham Masala” e deixei descansar um pouco, enquanto descascava os abacaxis.

Usei 2 abacaxis, porque os que eu tinha eram pequenos. Preservei a parte de cima e a parte de baixo da casca dos abacaxis, para usar depois.

Uma vez descascados, retirei aquela parte dura do centro dos abacaxis com uma faca comprida e fina. Aproveitei para abrir um pouco mais o buraco no centro dos abacaxis e assim, caber mais carne.
(Comi os miolos dos abacaxis, que quando menino, aprendi que se chamavam “picolés”.)


Coloquei as tiras dentro dos abacaxis e aprendi que é melhor colocar várias de uma vez, e não uma por vez. Fica MUITO difícil empurrar outra, quando já tem uma lá dentro. Até considerei congelar as tiras, para coloca-las com mais facilidade dentro do abacaxi, mas depois concluí que isso poderia afetar o tempero e descartei a ideia do congelamento.

Então, tente colocar o máximo de tiras de uma única vez e se ainda houver espaço, deite o abacaxi de lado, abra espaço com os dedos e coloque outra tira de peito de frango.


Tente não encher demais, para não rachar o abacaxi.

Uma vez recheados, eu os embrulhei, um com bacon e outro com presunto. Usei palitos de dentes para manter as carnes fixas ao redor dos abacaxis.



Estando cobertos, eu passei molho barbecue sobre o bacon e o presunto, com um pincel macio (Na verdade, Ana Carolina, minha filha, passou o molho, para que eu pudesse fotografar).


Uma vez cobertos com molho barbecue, eu os deitei de lado e coloquei de volta a parte de cima e de baixo dos abacaxis, prendendo-as também com palitos de dente.


Colocar essas partes de volta não é apenas uma questão estética; elas servem para tampar os dois extremos do abacaxi, impedindo que o frango saia de dentro ou torre demais.
Deixei por uma hora no forno, em 200° de temperatura. Visualmente, quando o bacon estiver bem sequinho, é hora de tirar.


Ficou sensacional!!
Com bacon fica mesmo mais saboroso, mas com presunto fica light.
Na próxima vez vamos testar com carne de porco.
Pela opinião de minha filha, linguiça calabresa e queijo mussarela deve ficar bom também!  


Bom apetite!

Essa é outra receita de família. Não conheço a origem, chegou a mim pela minha tia, que aprendeu com a mãe dela.
Para mim, tem aquele gostinho de infância, mas mesmo quem não teve essa iguaria nos primeiros anos de vida vai concordar que o sabor é MUITO bom!!
Como todas as boas receitas de família, as medidas são sempre meio confusas, o pessoal faz "no olho" mesmo, sem se preocupar com padrões. Para poder escrevê-la, eu fiz a receita três vezes, medindo e anotando tudo, para ter o modo de preparo com medidas certas e com o sabor correto.
Com relação aos ingredientes, a minha família é grande, então a quantidade pode parecer exagerada, mas é sempre possível fazer meia receita.

Ingredientes:

1 quilo de moelas de galinha
4 cebolas grandes
3 cubos de caldo de galinha (Ou 3 pacotinhos em pó)
350 gramas de farinha de mandioca
1 colher de sopa de pimenta calabresa desidratada
4 colheres de sopa de molho de tomate
5 colheres de sopa de azeite
1/2 colher de sopa de sal
1 colher de chá rasa de açúcar
Pimenta chili em pó (opcional)

Ingredientes

Modo de preparo:

Primeiro de tudo, é preciso limpar as moelas. Podemos comprar coxas e peitos de frangos BEM limpos e desossados, mas corações e moelas nunca vêm da maneira certa para serem preparados. Então, é necessário um cuidado especial antes de começar a preparar.
Com uma faca pequena, retire toda a parte amarelada das moelas. São fibras e gordura. Depois, cubra as moelas com água quente e meia xícara de vinagre e deixe descansar por 20 minutos. Escorra, lave com água corrente e corte as moelas em 3 ou 6 pedaços (depende do tamanho delas).

Moelas limpas e as partes amarelas e gorduras já retiradas.

As moelas precisam ser cozidas. Para cozinhá-las em panela comum, coloque 4 vezes a quantidade de água suficiente para cobri-las. Dissolva os 3 cubos de caldo de galinha na água (ou os 3 pacotinhos).
Para ficarem BEM macias, deixe ferver por duas horas e meia. (Eu não gosto de panela de pressão. Tenho trauma de panela de pressão. Tenho horror a panela de pressão. Mas se for usar uma dessas, deixe cozinhar por 20 a 25 minutos, depois que a panela começar a chiar.)

Moelas cozidas, já escorridas

Escorra a água, coloque um pouco de azeite e frite rapidamente com as 4 cebolas fatiadas
(As cebolas devem ser suficientes para cobrir as moelas. Se forem cebolas muito pequenas, é bom fatiar um pouco mais).

Adicione a 1/2 colher de sal, durante a fritura.

Moelas fritas com as cebolas

Depois de fritar rapidamente as cebolas com as moelas (o suficiente para amolecer as cebolas mas não para queimar as moelas), acrescente a farinha de mandioca e misture bem.

Essa é a hora de colocar pimenta calabresa. Eu gosto dela bem ardida, mas você pode ir colocando aos poucos, até chegar ao sabor de sua preferência.
Se quiser extra-ardida, coloque também um pouco de pimenta chili em pó!

As moelas fritas com cebola, já com a farinha, recebendo a pimenta

Quando a farinha estiver bem misturada, coloque um pouco de molho de tomate, o suficiente para dar um pouco de cor e gosto, mas cuidado para não colocar demais, para a farinha não ficar muito grudada. Coloque também a colher de chá de açúcar, espalhando bem sobre a farofa. O açúcar não é para adoçar, é apenas para cortar a cica, a acidez do tomate.

Acrescentando o molho de tomate

Deixe esfriar e pronto! Não guarde na geladeira. Coloque em uma vasilha com tampa e sempre use uma colher limpa, para servir. Estando em uma vasilha bem fechada, ela permanece saborosa por vários dias.